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Sobre a Pílula do Dia Seguinte

07 DEZ 2016
07 de Dezembro de 2016

A “festejada” pílula do dia seguinte, que é chamada também de Anticoncepção de Emergência ou de Anticoncepção de Urgência, apresenta, na sua constituição, a substância química Levonorgestrel,  que age no organismo feminino,  impedindo-lhe a fecundação do óvulo ou, se esta já ocorreu, obstruindo a implantação do ovo no útero (nidação). Segundo as indicações médicas, é destinada para as situações de emergência, quando os métodos anticonceptivos rotineiros, como as pílulas, os preservativos e outros,  falharam ou não foram observados, e para os casos de estupro (para evitar uma gravidez indesejada).  

 

Para alcançar eficácia, deve ser administrada dentro, no máximo, das 72 horas após o ato sexual, e em 2 tomadas, com intervalo de 12 horas. Dizem os especialistas que se o método for usado dentro das 24 horas seguintes, sua eficácia será de 95%. Se entre 48 e 72 horas, aquela cairá para 54%. Conforme orienta o Ministério da Saúde (www.aids.gov.br), jamais a pílula do dia seguinte deverá ser utilizada como um contraceptivo rotineiro porque pode “determinar sérias repercussões hormonais no organismo feminino”.

 

Dentro da ótica espírita, o uso da pílula do dia seguinte, em face da ação do seu fármaco no organismo da mulher, implicará em prática abortiva toda vez que vier a produzir a interrupção de uma gravidez, obstaculizando a evolução do óvulo fecundado, inclusive a sua implantação (nidação).

 

Sem desejar se impor ao livre-arbítrio de quem quer que seja, a orientação  espírita é no sentido de que o seu uso seja examinado convenientemente e em profundidade, tenha todos os seus ângulos analisados e seja levada em consideração não só a integridade dos responsáveis pela reprodução como, também, a integridade do ser que deseja renascer, pois existem leis naturais a que todos estão submetidos, que requerem  inteiro acatamento, objetivando evitar aflitivas reações dolorosas e reeducativas no futuro.

 

Na impossibilidade de se ter certeza de estar ou não em estado gestacional, o uso do mencionado anticoncepcional deve ser contra-indicado pela possibilidade de levar a pessoa usuária à prática abortiva. Dentro do contexto examinado, observa-se a existência de  medicações e procedimentos outros que são eficazes e não agressivos.

 

Vale a pena rever as questões 357 a 358, do Livro dos Espíritos, de Allan Kardec:

 

357. Que conseqüências tem para o Espírito o aborto?

R. “É uma existência nulificada e que ele terá de recomeçar.”

 

358. Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período da gestação?

R. “Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar  a vida a  uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando”.

 

Osvaldo Ourives

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buscadaplenitude@gmail.com

Osvaldo Ourives

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Bel. em direito, auditor aposentado,

Idealizador

professor, palestrante espírita.

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